segunda-feira, 3 de julho de 2017

Maternidade e suas cenas

Porque é que nas entrevistas que as famosas/figuras públicas dão, nunca se fala do lado menos bom da maternidade? Porque é que é tudo embelezado de forma a parecer maravilhoso e, diria, surreal? É que a minha realidade não é, de todo, essa.
Já para não falar de terem sempre a casa num brinco (as fotos que partilham nas redes sociais são assustadoras, parece que não vive ninguém naquelas casas ou têm uma empregada interna ou passam a vida a limpar e a arrumar.) HELP!!!!!

Sou uma Mãe à beira de um ataque de nervos. Ando cansada, sem paciência e capaz de emigrar durante três meses para um sítio paradisíaco longe de tudo e de todos.

Há uns dias fiz um post no facebook que diz muito desta fase que estamos a passar com um Baby de 20 meses e dois cães que largam pêlo comó raio:

"
Tropeçar numa bola, dar um pontapé num carrinho de ferro, pisar um lego e escorregar numa poça de água entornada. Ah, a maternidade!!! O melhor do Mundo ❤️
#quisestepinaragoraaguenta #quemnunca"

É muito isto. Quando leio entrevistas de Mães conhecidas fico deprimida porque tudo parece altamente. Ter filhos é o melhor do Mundo (que é!) e não dão trabalho nenhum. Been there, done that. A Nô foi sempre uma miúda tranquila, dormia bem, comia bem, não fazia birras e sabia ouvir um "não". Agora tenho um pequenino Diabo da Tasmânia (Taz) a viver connosco. Faz birras, não sabe ouvir um não, grita e quando ralhamos com ele grita ainda mais, não pára quieto, não quer comer quase nada, recusa-se a dormir a sesta e só sabe brincar a atirar brinquedos. Para compensar é super meiguinho e divertido, pronto, quase que esquecemos o resto. QUASE!




Que me lembre, dei uma vez uma palmada à Nô, uma, porque ela se recusava a tomar os medicamentos e nem me deixava pôr-lhe um supositório (isto com 40 graus de febre). Até hoje, e ela vai fazer 11 anos, nunca mais foi preciso e só eu sei o que me custou fazer aquilo. Tinha 3 anos. Agora este Coisinho, leva umas palmadinhas nas mãos quando faz asneiras e ri-se, se for preciso faz pior a seguir e remata com um gritinho histérico. 

Para ajudar à festa, parece que a pilha de roupa em cima da tábua de passar a ferro comeu fermento ao pequeno-almoço: aquilo cresce que é uma maravilha! E o pequeno Taz (abreviatura de Monstro da Tasmânia) suja as suas vestimentas a uma velocidade parva. Ainda não lhe vesti uma t-shirt e ela já tá cheia de cuspo e nódoas de comida. 

A minha sala parece uma creche depois de ter passado por lá um tsunami, aliás, eu já não tenho uma sala, tenho um quarto comunitário do Salvador. Talvez seja esse o problema: ele ainda não tem quarto e vinga-se em nós, Pais desnaturados que o deixam livre e solto sem rumo numa casa que é um Mundo cheio de recantos e coisas por descobrir. É isso, a culpa é nossa.


Arrojinha*






segunda-feira, 5 de junho de 2017

Qual é o talento natural do vosso bebé?

Qual é o talento natural do vosso bebé?




O meu Baby S dorme mal, é esquisito com a comida e tem uma energia que não acaba. Talvez o talento dele seja mesmo cansar-me até à exaustão. Há dias em que parece que vou dar em doida!


Felizmente em nestlebebe.pt
 podemos encontrar dicas para Mamãs, receitas para grávidas, conselhos de especialistas para uma gravidez serena e feliz, todo um Mundo que nos ajuda conhecer melhor os nossos Bebés e ainda tem ofertas exclusivas! Quem não gosta de um miminho de vez em quando?

Pertencer ao Clube Nestlé vai proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos bebés porque acompanhamos os seus primeiros 1000 dias de uma forma fácil, divertida e educativa. Não queremos perder pitada desta fase tão especial, certo?


Só tenho pena não existir este tipo de plataformas na altura da Nô. É que ser Mãe pode ser um descanso, basta 1 clique em nestlebebe.pt



Beijinhos arrojados 😘

terça-feira, 16 de maio de 2017

PASSATEMPO - BORA PERDER UNS QUILINHOS?

PASSATEMPO - BORA PERDER UNS QUILINHOS?

Meus amores, Mummys arrojadas, mulherio em geral: tudo bem? Boazinhas? Vão ficar bem melhor depois de saberem que já está no ar o passatempo Slim&Svelte Diet Amoreiras.

Em jogo está uma semana de dieta hiperproteica através da qual podem perder até 3 quilos!! (Em 5 dias perdi 2,900kgs)




Como embaixadora da marca não poderia deixar de partilhar esta experiência convosco até porque sei que muitas de vocês estão desesperadas para perderem esses quilinhos a mais que se colam a nós tipo lapas, tipo carraças. Acredito mesmo que este impulso vos vai motivar para adoptarem uma alimentação mais saudável. Depois de perderem os primeiros quilos vão continuar a querer perde, trust me. Não se esqueçam é que o exercício físico é também uma parte fundamental desta dieta. Tentem mexer esses corpitxos mesmo que seja em casa, não precisam de ir ao ginásio nem de gastar dinheiro. Quem pode, óptimo! Quem não pode tenta encontrar uma forma mais caseira de se exercitar. Importa é mexer, não parar, não ter uma vida sedentária. Posto isto, vamos lá!!

Para participar no passatempo é preciso:

- colocar um like na página de facebook Slim and Svelte Amoreiras;

- colocar um like também no post do passatempo (que está lá na página);

- comentar o post do passatempo na página da Slim and Svelte Amoreiras com a frase “Vou emagrecer com a #DietAmoreiras” (Basta comentar uma vez);

- colocar um like na minha página oficial de facebook Ana Isabel Arroja;


O passatempo Slim&Svelte Diet Amoreiras está a decorrer até ao dia 22 de Maio, Segunda-feira. 
Os vencedores serão sorteados través da aplicação Random. Boa sorte!!

Beijinhos arrojados 😉



segunda-feira, 24 de abril de 2017

MENOS 12 KGS!!

Hoje foi dia de consulta na Slim & Svelte Diet Amoreiras. Podia ter saído de lá deprimida mas não. O meu corpo entrou em velocidade de cruzeiro, o metabolismo desacelarou e a balança estagnou mas, mesmo assim, continuo a queimar calorias: aumentei o índice de massa muscular e baixei o de massa gorda. (Tenho aprendido que o peso não é tudo, não podemos ser escravas da balança.)
Comecei a fazer exercício físico com a minha PT Cátia Cascão e continuo a seguir o plano alimentar da minha nutricionista, a Dra. Ana Paula Oliveira.

Não tou a conseguir chegar aos 62 kgs, a minha 3ª meta (que nem é a última), mas também não vou entrar em parafuso. Desde que meti na cabeça que não ia chegar aos 40 em baixo de forma e desiludida comigo e com o meu corpo que já consegui muito mais do que imaginei: Perdi 12 kgs e muitos cms! Desinchei, emagreci e agora é tempo de tonificar o que ficou flácido e caído (que isto da gravidade é muito giro para mantermos os pés bem assentes na terra mas não ajuda nada, tudo aponta para baixo.) 

Ora, como tenho recebido muito feedback vosso com muitas questões às quais não consigo responder bem (não sou especialista na área e também estou a aprender), decidi que o melhor seria a minha nutri responder às vossas questões e dúvidas que também são as minhas. Vamos lá? 


Dra. Ana Paula Oliveira afinal que plano alimentar é este que estou a fazer?


 - É um programa alimentar com refeições hiperproteicas (alto teor de proteína), hipoglicídico (baixo em hidratos de carbono) e normolipídico (quantidade de gorduras saudáveis adequada). Um plano alimentar como este, rico em proteínas e baixo em hidratos de carbono, provoca no organismo o estado de cetose (quebra de reservas adiposas, ou seja gordura corporal, e tem como resultado corpos cetónicos que serão a fonte de energia do organismo). Assim ocorre o emagrecimento e perda de medidas adiposas, ao mesmo tempo que se preserva a massa magra (músculo). A Slim & Svelte Diet Amoreiras realiza o programa de forma a utilizar 1,2g de proteína por kg de peso, ou seja, baseia-se na recomendação máxima de proteína para o indivíduo saudável estabelecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde). É um plano seguro quanto ao consumo de proteína porque não é hiperproteico para a pessoa que está a cumprir o plano mas sim em relação ao que compõe os macronutrientes (Proteína, Hidratos de Carbono e Lípidos) das refeições que são consumidas.


Aprendi com a Ana Paula que aquilo que estou a fazer não é uma "dieta", que dieta é bem diferente de plano alimentar. Afinal o que é uma dieta?

- O conceito de "dieta" na língua portuguesa é: programa alimentar com acções específicas coadjuvantes a uma terapêutica para uma patologia.
Dieta aplica-se a um âmbito terapêutico associado a uma doença. Quando uma pessoa faz modificações no seu quadro alimentar, ela está a seguir um programa alimentar, não uma dieta. É por isso que nós, nutricionistas, aplicamos sempre o termo "Reeducação Alimentar" mas é fácil haver uma confusão até porque na língua inglesa e demais línguas o significado de dieta refere-se sim ao contexto alimentar, o que ajuda a gerar confusão.



Então estou a seguir este plano para emagrecer com produtos dietéticos mas não posso dizer que é uma dieta...

- A legislação na elaboração de alimentos dietéticos e produtos dietéticos abre um leque para a indústria em possibilidades para o "mercado" mas deixa o consumidor confuso e muitas vezes inseguro quanto à gama destes alimentos e produtos existentes. Alimento dietético é todo o alimento elaborado para regimes alimentares especiais, indicados para o consumidor saudável. Produto dietético é aquele que é produzido tecnicamente para atender as necessidades dietéticas dos indivíduos em estados fisiológicos especiais. Em termos técnicos, no caso de emagrecimento, a Ana está a seguir um programa alimentar com alimentos dietéticos.
Hoje em dia o termo "dieta" popularizou-se para regimes alimentares de emagrecimento logo, no termo popular e para a língua portuguesa, pode dizer que está a seguir uma dieta sim.



A Ana Paula falou mais acima em dieta hiperproteica e dieta cetogeénica. Qual a diferença entre as duas?

- Dieta hiperproteica é uma dieta rica em proteína, comumente direccionada para indivíduos que requerem um maior consumo de proteína para atender o seu estado nutricional e fisiológico.
Dieta cetogénica é uma dieta também rica em proteína mas baixa em hidratos de carbono para provocar ao organismo o estado de cetose. Na saúde é muito utilizada para pacientes epilépticos pois diminui consideravelmente as convulsões nesta patologia.


A Dra. pode explicar exactamente aquilo que estou a fazer?

- A Ana está a fazer um programa de emagrecimento com alimentos dietéticos hiperproteicos e baixo em hidratos de carbono que provoca a queima de gordura e perda de peso de forma eficaz e segura, preservando a massa muscular.


Há quem diga que este plano alimentar é muito perigoso para o nosso corpo...

- As pessoas receiam que um programa rico em proteínas possa vir a danificar os rins e o fígado mas já expliquei em cima que este programa não é hiperproteico para o indivíduo que o segue mas sim na composição dos alimentos dietéticos. A ingestão em excesso de proteína deve ser controlada e acompanhada em indivíduos com patologias, principalmente renal e hepática. Um consumo hiperproteico em indivíduos saudáveis não vai causar lesão renal, não há um estudo científico no Mundo que comprove que indivíduos saudáveis por fazer uma alimentação hiperproteica tiveram lesão ou patologia renal. Até porque, também já referi, o programa Slim and Svelte Diet Amoreiras trabalha com a recomendação máxima de proteína por dia para uma pessoa saudável, segundo a recomendação da OMS.


Tenho percebido que existe uma grande diferença de opinião entre médicos e nutricionistas. Porque é que alguns médicos não concordam com este tipo de "dietas"?

Respeito todo o profissionalismo da medicina mas os médicos entendem de patologia/diagnóstico e não de prescrição dietética ou de qualquer programa alimentar; o profissional capacitado para prescrição dietética ou reeducação/programa alimentar, é o profissional nutricionista. Os demais profissionais, médicos, PTs, psicólogos, farmacêuticos, entre outros, não podem realizar este papel que cabe a nós, diplomados nesta área em específico.
Os médicos acabam por interferir muitas vezes na nossa conduta, a dos nutricionistas, infelizmente. Assim como eu não estou apta para fazer diagnósticos e prescrever medicamentos, os médicos também não podem interferir na conduta nutricional. Os profissionais de saúde devem trabalhar de forma conjunta para atender os indivíduos/pacientes em prol de melhorar a sua condição físiológica e nutricional mas cada um respeitando a área do outro.


Sei que existem vários estudos que suportam e apoiam este tipo de plano alimentar hiperproteico e cetogénico, certo?

Existem sim vários estudos randomizados (estudos estes considerados os mais eficazes para a área da saúde). São mais de 20 estudos recentes que mostram que um programa alimentar "low carb" e com maior consumo de proteína traz benefícios para a saúde, não só na questão do emagrecimento mas também melhora níveis de colesterol bom, baixa colesterol mau e triglicerídeos, ou seja, as gorduras nocivas para o sistema cardiovascular; melhora também a condição da resistência à insulina favorecendo para os pacientes diabéticos do tipo 2 uma melhor qualidade de vida, o que faz com que alguns médicos possam até vir a reduzir a dosagem dos medicamentos para o controle da glicemia.


Uma das questões que mais me colocam tem a ver com a fruta, também eu achei estranho não se poder fruta nas primeiras fases deste plano de emagrecimento, uma vez que durante toda a nossa vida ouvimos dizer que a fruta é saudável e não engorda.


- As frutas são muito saudáveis, são ricas em fibras e vitaminas. Na fase 1 e 2 do programa Slim and Svelte Diet Amoreiras não se deve consumir frutas por terem frutose (“açúcar da fruta”) que é um hidrato de carbono. A nossas refeições dietéticas possuem a mínima quantidade de hidratos necessários para que o organismo possa estar na condição de cetose para se queimarem as reservas do corpo e não aquilo que "entra". Então, apenas nestas duas fases, o consumo de fruta é restringido.


Mais uma questão que tem a ver com as vossas refeições principais, almoço e jantar: porque é que têm tanto molho? Não deviam ser secas?



- É uma uestão pertinente mas as nossas refeições cozinhadas prontas possuem estes molhos enriquecidos com proteínas isoladas e conferem também um paladar mais agradável para quem as consome.


Isso é verdade, são muito saborosas mesmo e mais fáceis de digerir, ainda assim, há quem ache estranho a forma como a vossa comida é "processada". Há uns tempos, em conversa com um amigo, dizia-me ele "Então se não podes comer comida processada, isso é o quê? Natural é que não é, também é processado."

- As refeições dietéticas da S&S diet Amoreiras, são compostas por proteínas isoladas, gorduras monoinsaturadas, fibras, alguns hidratos de carbono. São elaboradas com muita qualidade. Não existe nas nossas refeições nada que não seja permitido pela legislação vigente em composição nutricional dos alimentos.


Já falámos mais acima que isto é um plano de emagrecimento, tem um prazo, não é para ser feito para o resto da vida. Pode esclarecer-nos um bocadinho melhor?

- Sim, claro. O programa S&S Diet Amoreiras é um método eficaz de emagrecimento com substitutos hiperproteicos e low carb de refeições que visa atingir um objetivo de perda de peso. É, de facto, um programa com tempo determinado e é composto por 5 fases, sendo a fase 1 com exclusivos substitutos de refeições e a partir da fase 2 já começa a reintrodução de alimentos. A cada fase sempre ocorre o acompanhamento do profissional capacitado que ajuda também na reeducação alimentar para a manutenção do peso adquirido.


A maior parte das pessoas que tem acompanhado esta minha jornada de emagrecimento diz-me que o grande contra deste tipo de planos é que se volta a ganhar o peso todo (e até mais) quando se termina e se volta a comer a comida "normal"...

Muitos programas alimentares restritivos e/ou não orientados e acompanhados pelo profissional capacitado resultam em perda de peso muitas vezes não saudável (pois perdem líquidos e massa muscular e não necessariamente a gordura) como também na ineficácia de manutenção do peso perdido. Isto muitas vezes acontece porque a maioria das pessoas pensa em emagrecer e acaba por fazer isso de forma não saudável e ineficaz, comprometendo a saúde e, sem as devidas orientações, acabam por engordar novamente.
Todo o programa eficaz e seguro de perda de peso requer reeducação alimentar. Digo, com convicção, que apenas a reeducação alimentar confere manutenção de peso e qualidade de vida mais saudável. No programa S&S Diet Amoreiras o cliente, realizando todas as fases, se aplicar o que aprendeu no acompanhamento com as orientações nutriconais de reeducação alimentar, consegue realizar a manutenção do peso. Porém, se abandonar o programa e não finalizar o mesmo, não tem como garantir esta manutenção do peso.


Vamos agora falar dos benefícios deste tipo de plano de emagrecimento.

Rapidez e, além do que já foi mencionado acima, uma principal característica deste plano é a motivação pois como ocorre uma perda mais eficaz do peso, graças às refeições que atendem as necessidades do paladar, torna-se fácil realizar “um regime alimentar”. Num programa alimentar tradicional/convencional, as pessoas sentem-se muitas vezes frustradas com tantas restrições e uma pequena perda de peso por mês. Com o programa S&S Diet Amoreiras consegue-se satisfazer as vontades pois oferecemos uma gama de produtos (doces e salgados) que engloba todas as refeições. Isto ajuda muito no factor psicológico também.


Sem dúvida! É fácil saciar o apetite e ficarmos satisfeitos com o que comemos. Os snacks então são maravilhosos!
A Dra frisou bem que este plano é para ser cumprido apenas durante um curto período de tempo mas sei que há quem adopte este tipo de alimentação para o resto da vida.

Eu defendo muito a questão das 4 leis da Nutrição: Qualidade, Quantidade, Harmonia e Adequação. Fase a fase eu trabalho a reeducação alimentar no programa e quando o indivíduo chega à Fase 5 (onde se encontra em equilíbiro nutricional) associo sim um maior consumo de proteína e também o menor consumo de hidratos de carbono simples, incentivando a ingestão de hidratos de carbono complexos e com menor índice glicémico mas sempre de forma personalizada, ou seja, adequando individualmente.
Sabemos hoje que o organismo gasta mais energia para digerir a proteína do que para os hidratos e gordura. Associar a cada refeição o consumo de alimento proteico é super recomendado pois a proteína também confere mais saciedade.


Como nutricionista qual é a sua opinião acerca deste programa alimentar?

Trabalhar com um programa hiperproteico e low carb é, para mim, muito motivador e realiza-me enquanto profissional pois adoro partilhar a alegria dos clientes ao perceberem a eficácia em perda de medidas e o peso em si bem como na melhoria dos parâmetros das suas análises clínicas.


A Dra. Ana Paula veio do Brasil para trabalhar com a S&S Diet Amoreiras. O que a fez aceitar este desafio e mudar-se de armas e bagagens com a família para Portugal?

- Bem, no Brasil o CFN não nos permite actuar com substitutos de refeições e programas alternativos de perda de peso. Apesar de manter-me atualizada na minha profissão, eu apenas tinha o conhecimento teórico. E vivenciar isto na prática foi um desafio aos meus 10 anos de carreira na área clínica e estética. Hoje, com muita segurança, digo que adoptei o programa hiperproteico para o regime alimentar de emagrecimento como minha conduta de acção profissional juntamente com o conceito de  reeducação alimentar.


Faltam apenas algumas palavras para aqueles que desconfiam" deste tipo de programas de emagrecimento...

- Este programa é um método seguro de emagrecimento, sempre com acompanhamento profissional qualificado e de forma personalizada e que se segue por determinado tempo com vista a atingir um objetivo de perda de peso. Tudo isto com reeducação alimentar fase a fase para que, ao terminar o programa em si, possa seguir com a manutenção de peso e melhor qualidade na alimentação. Tão simples quanto isto.


Obrigada à Dra. Ana Paula e à Slim&Svelte por me ajudarem a sentir-me melhor, com mais energia e com vontade de adoptar uma alimentação muito mais saudável para a minha vida.


Arrojinha*









quinta-feira, 30 de março de 2017

Pérola Mini-Arrojada: 28/Junho/2015

(8 anos e 10 meses)

Punzices

Estou grávida de 6 meses e a Nô está a adorar acompanhar esta fase da "nossa" vida. Há muito que sonhava com um mano ou uma mana, pediu vezes sem conta e agora acompanha tudo a par e passo, passa a vida na internet a ler sobre gravidez e as diferentes fases da dita, o desenvolvimento do bebé e tal. Tem sentido muito o mano que se mexe loucamente como se não houvesse amanhã e anda encantada com isto.
Diz-me ela toda divertida:
- Mãe sabes aquela sensação que tens quando sentes o bébé mexer e dar pontapés?? Às vezes também sinto... Mas são puns.

(É o que eu digo, sensibilidade incrível!)


Arrojinha*

terça-feira, 28 de março de 2017

Pérola Mini-Arrojada - 2/Junho/2015

(8 anos e 10 meses)

GORDICES


A apanhar sol a Nô faz-me uma festa nas pernas.

- Ai Mãe as tuas pernas estão tão macias!

Respondo eu:

- É normal, eu besunto-me com creme para não ficar seca.

- Não não, é mesmo a tua gordura que tá fofinha.

(Esta miúda tá a habilitar-se a uma bela berlaitada. Ai tá tá!)

Pérola Mini-Arrojada - 21/Maio/2015

(8 anos e 9 meses)

Parvoíces artísticas

A Nô a brincar feita louca, dá meia volta por cima do braço do sofá, embrulha-se toda, cai no meio do chão e levanta-se muito rápido. Diz-lhe o Pai em tom de desdém:

- Ai Leonor! Que maneira tão parva de sair do sofá.

Resposta:
- Parva não. Artística!
E sai da sala. Triunfante.

(Looooooolllllll!!!!!)






Arrojinha*

Pérola Mini-Arrojada - 5/Maio/2015

(8 anos e 9 meses)

Do capítulo "Podia ouvir isto todos os dias"

- Mãe sabias que te amo tudo? Sabes, em toda a minha vida nunca sonhei ter uma Mãe assim como tu... 

E disse-me isto de lágrimas nos olhos.
(Que é como estou agora)


Arrojinha*

Pérola Mini-Arrojada - 29/Abril/2015

(8 anos e 8 meses)

Sonices de Mãe

A propósito do Dia da Mãe pediram à Nô para descrever a Mãe, dizer qualidades e essas cenas, o que quisesse. Respondeu, entre outras coisas, que eu sou muito "soneira", que ela quer brincar comigo, eu sento-me no sofá e adormeço.

Nota-se muito que ela tá a curtir esta nova fase de gravidez como ninguém? Tadinha...

#quisesteummanoagoraaguenta


Arrojinha*

segunda-feira, 27 de março de 2017

Pérola Mini-Arrojada - 16/Abril/2015

(8 anos e 8 meses)

A Nô é uma calorenta de primeira, sempre foi, sai ao Pai. Se puder andar sempre fresca, óptimo. Hoje vestiu uma saia fresquinha e um top e, como é toda bem feitinha e morenaça, meti-me com ela. Disse-lhe:

- Elá! Pernocas ao léu, que bom! Minha pernoca liiiinda!
- Então Mãe, tava com calor...
- Sim filha e o que é bom é para se mostrar. - Disse eu.
- Pois é... Mas o teu rabo é bom e tu não mostras.

(Não sei o que responder a isto. Sinto-me como se tivesse ouvido uma boca de um trolha.)


Arrojinha*

quarta-feira, 22 de março de 2017

BOMBA A BORDO!!


Quando temos medo somos tudo.

"Ah porque eu não sou racista! Nem xenófobo! Nem julgo as pessoas pela sua cor ou nacionalidade!"
Se me permitem uma asneira: uma merda é que não! Quando nos vemos metidos numa situação de pânico, todos à nossa volta são perigosos e potenciais terroristas.

Viajei para Londres na semana passada (fui 2 dias em trabalho) e só o Paizinho do céu sabe como detesto voar embora voe desde pequena e o meu Pai seja piloto e esteja sempre a dizer que o avião é o transporte mais seguro do Mundo mesmo antes do carro e do elevador. Quer dizer, eu gostava de poder voar literalmente (como nos acontece nos sonhos) mas viajar de avião é um stress para mim, para a minha cabeça, para o meu coração, para o meu corpo todo. Gosto de ter os meus pés bem assentes no chão e, se for para passar por algum imprevisto ou situação de pânico, preferia não estar sentada ao lado de um paquistanês com ar suspeito. NÃO ME JULGUEM JÁ, ouçam o resto da história. Coitado! O senhor, rapaz que deve ter a minha idade, foi super simpático e, às tantas, lá tentou acalmar-me porque viu que entrei mesmo em pânico. Eu explico. E atenção que escrevi isto durante a viagem para não me esquecer de nada, de nenhum pormenor.

Entro no avião e o meu lugar é um dos últimos, entre um paquistanês de boné e semblante carregado (soube depois a nacionalidade porque fiz-lhe um interrogatório pior do que a PIDE) e uma senhora que decidiu descalçar-se. Big mistake! Bem que me cheirava a queijo e pensei "Mas ainda agora entrámos e já estão a preparar a comida?" Nop, não estavam. Senhora. DESCALÇA! Ok? No, not really mas tudo bem.
Esse foi o mal menor, acreditem.

Começam a acomodar-se os passageiros e percebe-se que há pouco espaço nos compartimentos para as malas então as hospedeiras começam a arrumar melhor as cenas e, enquanto o fazem, perguntam de quem é a mala que têm na mão. Às tantas uma delas levanta uma mochila preta (a hospedeira era negra, detesto dizer preta, sorry, e isto é importante para a história) e ninguém se acusa como dono da mesma. Pergunta uma vez, pergunta duas, pergunta três, pergunta quatro e começa o burburinho. Como devem calcular, começa a ficar tudo um bocadinho stressado e a hospedeira, que entretanto estava a ficar em modo Michael Jackson (tava a ficar branca por isso era importante frisar que era negra, imaginem o pânico que devia estar a sentir e com aquele olhar de medo tipo "O que é que eu faço com isto?? Será uma bomba??") começa a andar para trás, muito devagar com a mochila pendurada na mão, em direcção à parte traseira do avião, depois das casas de banho. Mais do que aquilo também só sair pela porta. Ora, meus amigos, isto estava a acontecer mesmo por cima da minha cabeça, apenas a 4 filas da minha. A mochila tinha estado no compartimento por cima da minha cabeça. Eu não conseguia tirar os olhos da hospedeira e ela continuava a perguntar de quem era aquilo e toda a gente a dizer que não, "Not mine!". Fuck! Really? Com a mochila pendurada na mão e afastada do corpo (eu percebo que aquilo naquele corpinho também não estava famoso, ela devia estar uma pilha de nervos porque não conseguia disfarçar) pegou no intercomunicador e falou com alguém, sempre muito nervosa. Eu continuava a olhar para ela sem tirar os olhos, borrada de medo, e ela olhava para mim de vez em quando e voltava a perguntar, talvez na esperança de que a mochila fosse minha "Is it yours madam?". Agora que penso nisso é normal que ela achasse que aquilo podia ser meu já que eu não parava de fixá-la bem nos olhos. Eu continuava a responder que não até que lhe disse que estava "só" preocupada porque ninguém se acusava e a ansiedade aumentava. Pormenor importante: o paquistanês ao meu lado. De boné e fato de treino, de cada vez que ela perguntava de quem era a mochila ele desviava o olhar e não respondia, não reagia. Se pudesse encolhia-se todo. Tava a fazer-me uma confusão danada e ainda me enervou mais! Caraças, não podia dizer apenas que não era dele??? Oh que raio! Paara além disso, não parava de mexer no smartwatch e no telemóvel. É aqui que começo realmente a entrar em pânico e a fazer um filme na minha cabeça que fazia todo o sentido na altura (agora não...): "Olha tu queres ver que a mala é aqui do homem e ele tá a combinar mandar isto tudo pelos ares?? Ou então tá a programar o detonador porque tá a ver que vai ser apanhado!!" Tudo começou a parecer demasiado suspeito e a fazer sentido (na minha cabeça. Estúpida!! Tenho de deixar de ver filmes, mesmo.)

Entretanto, os portugas a bordo começam todos a perguntar o que se passa, eu já em pânico, não dava para fazer reset ao corpitxo, completamente passada e o avião começa a andar com alguns passageiros ainda de pé. Tipo oi? Então mas vamos seguir viagem com alguns passageiros de pé no corredor e a hospedeira com uma mochila sem dono e suspeita ao colo?? Mau... o paquistanês continuava impávido e sereno mas mexia no telemóvel e no smartwatch ao mesmo tempo. Juro que pensei "Ora bolas, tá a accionar a bomba por controlo remoto e isto ainda vai pelos ares antes de levantarmos voo! Só pode estar feito com os pilotos! Porque raio é que estamos a andar com uma mochila suspeita sem dono e pessoas ainda em pé??" Mais: o homem tava de fato treino: "Claro, desistiu da vida. Já que vai morrer nem se preocupou em vir vestido decentemente, óbvio. Ah se é pra explodir então vou assim mesmo." E estávamos num avião da British Airways, perfeito para um atentado. Digam-me que não sou a única a ter estes pensamentos, por favor!

Pra mim já tinha dado, não aguentava mais, tinha chegado ao meu limite de coração entalado na garganta. Tiro o cinto, levanto-me e pergunto "WHAT THE HELL IS HAPPENING??". A hospedeira que tinha a mochila e a colega respondem que não se passa nada, que tá tudo controlado e que estão a tentar falar com a restante tripulação. Tudo no avião a perguntar se íamos mesmo descolar perante uma situação destas e eu passei-me! Levantei-me, peguei nas minhas coisas (mala, mochila, casaco e almofada) e disse a brilhante frase "I wanna get out!! I'm getting off the plane!" E (burra!) fui ter com a hospedeira que tinha a mochila na mão, lol! Podia ter ido para o lado contrário para ao pé da outra e longe da "bomba" mas não, fiquei a 1cm da "coisa" (estúpida!! Ai Arroja tu realmente às vezes até pareces parva.) Às tantas já não sabia se a rapariga estava aflita por mim ou por não saber o que estava na mochila. Dizia-me ela que estava tudo bem e que não levantávamos voo enquanto não se descobrisse de quem era aquilo mas eu queria era que se descobrisse de quem era o mais rápido possível e, de preferência, que não estivesse ali dentro comigo.
Continuei em inglês "Não, não está a perceber: eu não vou neste avião com isso, eu quero sair daqui! Só quero que parem o avião e me deixem sair que apanho o próximo." Como se isto fosse a carreira dos autocarros ou o metro. (Jasus! As figuras que uma pessoa faz quando entra em pânico) Eu só queria sair dali e ficar longe do paquistanês com ar suspeito que continuava sem se manifestar, apenas olhava para mim muito sério e ninguém parecia prestar-lhe atenção. Mesmo, ele estava  demasiado tranquilo e sério e não parava de mexer ora no relógio, ora no iPhone. What the hell?? Opah não pensavam o mesmo que eu naquela situação?

Bom, a outra hospedeira aproximou-se quando percebeu que eu estava levantada com a minha bagagem toda pendurada em mim e a dizer que queria sair. Disse para não me preocupar porque quando entraram no avião a mochila não estava lá, tinha de ter vindo com alguém. Claro!!! "Veio com o paquistanês!!! Não é óbvio?? Ele quer mandar isso tudo pelos ares mas não quer ir sozinho que isto de ser mártir com companhia é muito mais divertido!" pensei mas não disse, pouco faltou. E teria certamente a minha companhia no inferno, tal era o julgamento que eu estava a fazer dele, coitado do rapaz que devia ser da minha idade!
A 2ª hospedeira, bem mais calma do que a 1ª, pega na mochila e diz que vai descobrir de quem é e eu só pensava "Ai mulher tu não abanes isso que não sabes o que tá lá dentro, Oh valha-me Deus!" E ela, bem mais descontraída que a outra, começa a andar pelo meio do avião com a mochila encostada à cara (a corajosa!) e a perguntar alto e bom som se aquilo era de alguém. Olhava para cada um dos passageiros e perguntava "Is this yours?", Is this yours?", "Is this yours"? Nada! E o pessoal a ficar mais nervoso, tudo a virar cabeças, a levantar-se das cadeiras até que um senhor que estava sentado na última fila de fones nos ouvidos (o otário!) exclama com a maior das calmas "Oh, that's mine!" Ai sim? É seu?! E um par de belinhas no meio da testa, não??? Suspirei de alívio, acho que me caiu tudo, até me senti a desmaiar. A hospedeira aflitíssima diz-me "See? There is nothing to worry about." com um tom muito maternalista. Ah pois não! Não és tu que vais ao lado do paquistanês, sou eu! Se isto der merda tu mandas-te pela janela mas eu tenho o cinto e tou mesmo ao lado do senhor, vai ser bem mais difícil escapar.
Digo-vos, só não me borrei toda porque já tinha feito cócó. Mesmo.
(Desculpem-me pela imagem mental agora)

Só que o filme já estava todo feito na minha cabeça e eu só pensava que aquilo estava a acontecer por uma razão, parecia que estava mesmo dentro de um filme, era tudo demasiado estranho para ser real e estar mesmo a acontecer.
Bebi um copo de água, tremia que nem varas verdes e lá me mandaram sentar porque o avião não parou e íamos mesmo descolar. Fui para o meu lugar mas ainda não ia convencida. Pensei cá para comigo "Ok, isto da mochila foi uma infeliz coincidência mas o raio do paquistanês continua com um ar muito suspeito e não pára de mexer no relógio e no iPhone. Para quê senhores?? Só pode estar a armar alguma."

Volto então para o meu lugar, peço desculpa ao paquistanês, que teve de levantar-se para eu me voltar a sentar e sento-me. Uma rapariga muito simpática na fila ao lado pergunta-me se está tudo bem e respondo que não, mais ou menos vá. A senhora ao meu lado também estava muito nervosa e diz-me baixinho "Que susto! Se pudesse também me ia embora!" Pois, pudera!! Que cagaço! Mas eu não tava convencida com o suspeito do meu lado esquerdo, o avião em andamento quase a preparar-se para descolar e ele no facebook. "Oh diabo! Arroja não és gaja não és nada se não tentares descobrir o que se passa aqui." Então comecei o interrogatório ao desgraçado do homem que durou a viagem quase toda e ao qual ele resistiu com uma paciência de santo. Eu acho, agora que olho para trás à distância de 6 dias, que ele percebeu perfeitamente que eu tava a desconfiar dele. Ah não!! Se íamos todos pelos ares, eu queria pelo menos perceber quem era aquela pessoa. (Alguém que me chocalhe please??)

Conversa toda em inglês:

- Sabe que não pode estar com o iPhone ligado não sabe?
- Sim sim, vou já desligar.

Assim que descolamos e estabilizamos lá em cima ele saca do computador e abre uma cena que parecia o e-mail:

- Está a conferir o seu Mail? Olhe que não pode...
- Ah não não. Estou só aqui a tratar de umas coisas de trabalho.  

Trabalho... pois. Deve estar é a conferir coordenadas e horas e cenas para detonar a bomba. Deve ter ficado nervoso e atrasou isto tudo. E porquê este meu pensamento? Porque não só ele estava demasiado calmo como não largava os aparelhos electrónicos e fazia por esconder a cara. Caramba!! Não teriam pensado o mesmo que eu?! Eu só pensava na notícia que depois iria passar nos telejornais de um avião da BA que tinha explodido em pleno voo e depois a foto do terrorista que tinha levado a cabo o ataque. E tudo se encaixava. Então decidi conhecê-lo na tentativa de mantê-lo ocupado e impedir o que quer que fosse acontecer. (Eu devia era ser guionista, tenho de pensar nisso pra ganhar mais uns trocos).
Vai daí perguntei-lhe tudo e mais alguma coisa e quando eu digo tudo é tudo mesmo. Porque é que ia para Lisboa, se morava em Londres, se tinha família, que idades tinham os filhos, o que é que fazia na vida etc. Disse-me que trabalhava numa empresa da qual não percebi o nome, tinha mulher e duas filhas, morava em
Londres, era do Paquistão e ia a Lisboa para uma reunião de negócios. O problema é que ele respondia a tudo muito calmamente e hesitava antes de responder. "O gajo tá a pensar, tá a inventar para ver se me engana." Às tantas pergunto-lhe como é que se tinha mantido tão calmo durante o episódio da mochila.

- I jump off planes twice a week.

"Salta de aviões duas vezes por semana?? Para quê? Só se for para treinar! O sacana anda a treinar." Pensei eu. Voltei à carga:

- Mas porque é que salta de aviões duas vezes por semana? É pára-quedista? Faz skydiving?

Esboça um sorriso e responde:

- É uma expressão. Entro e saio de aviões duas vezes por semana porque viajo muito. Trabalho para uma agência de viagens internacional e tou habituado a voar, já não fico nervoso, encaro tudo com naturalidade.

"Claro! Andaste a treinar e vocês são treinados mesmo para isto! Para terem uma frieza dos diabos." (Até onde vai a demência de uma pessoa em pânico e completamente alterada a achar que vai desta para melhor.) Só que o rapaz começava a parecer-me sincero. Bem, só por ter levado comigo a viagem toda é um mártir, um verdadeiro mártir sem ter precisado de explodir nada.

Ainda não muito convencida, continuei o interrogatório e ele entrou no jogo e começou também a fazer-me perguntas, o que tinha ido fazer a Londres, etc e tal. Expliquei-lhe que trabalhava em rádio e tinha ido entrevistar dois actores de um filme que vamos apoiar, ficou muito interessado e conhecia os actores (Aqui pensei "Olha, gosta de cinema e percebe de filmes, se calhar é só um gajo que teve o azar de ter algumas atitudes suspeitas durante toda uma situação estranha e deve estar tão habituado a que o julguem pela aparência e pela côr da pele que opta por ficar na dele e nem sequer reagir quando acontece uma situação destas".)
Viemos a conversar o caminho todo, ele a tentar trabalhar e preparar a sua reunião e eu a tentar saber mais sobre ele. A verdade é que a conversa foi fluindo e, às tantas, já tinha descontraído de tal forma que já quase que tinha esquecido os meus pensamentos e desconfianças iniciais. (Até acho que passei pelas brasas durante uma meia-hora.) Disse-lhe que tinha de voltar e conhecer o resto do País, ele que só conhecia Lisboa mesmo e que, já agora, também devia passar pelas nossas ilhas. Acabei por dar-lhe um roteiro turístico do Continente português e seus arquipélagos.

Esou desculpada por ter pensado mal dele, não estou?

Isto acabou por ser uma grande lição de vida. Julgamos os outros, julgamos os que julgam os outros, todos julgam os outros mas se nos virmos com o rabinho entalado também fazemos o mesmo, é quase impossível não o fazermos, é estúpido mas é quase uma defesa nossa. "Se és diferente de mim então és o culpado ou responsável." Não tem de ser assim.
Só de pensar que cheguei a dizer ao homem "Nota-se que não é caucasiano, é de onde?" Arroja, really?? Até me sinto envergonhada. Shame on me!
Por outro lado, olho para as notícias de hoje, do alegado atentado em Londres, e não deixo de sentir um friozinho na barriga. A minha grande amiga Maggie (que vive lá há muitos anos) tinha estado no local do atentado 20 minutos antes de acontecer. Nunca sabemos onde vai ser o próximo, por quem vai ser levado a cabo... será que vale a pena vivermos aterrorizados e condicionarmos a nossa vida por causa disso? Já para não falar nas figuras tristes que uma pessoa faz por causa do medo.


Pensem nisso. Serviu-me de lição.


Arrojinha*


terça-feira, 21 de março de 2017

FUNTASTIC MOM ARROJADA

Há umas semanas escrevi um post sobre a mania que as pessoas têm de opinar acerca dos nomes dos nossos filhos e usei uma expressão que aprendi graças a uma entrevista que dei ao blog Funtastic Mom e passei a usá-la: "Porque os filhos são meus pôrra!"

Aqui fica a entrevista que dei à Inês Leite Rocha no ano passado:




Hoje conversamos com Ana Isabel Arroja, tem 37 anos, 2 filhos – a Leonor com 10 anos e o Salvador com apenas 13 meses, é Mãe, Mulher, Comunicadora, Animadora de Rádio, DJ, Blogger e mais, se houver.

5’Tastic Moms: Quem é a Ana Isabel Arroja?
Ana Isabel ArrojaSou eu, a Arrojinha, muito gosto! (risos) Respiro música e rádio, sou louca por animais e não vivo sem a minha família e os meus amigos que são quem, no fundo, me atura. Acho que sou uma pessoa simples mas, ao mesmo tempo, complicada. Toda eu sou uma contradição.

5’Tastic Moms: O que é para si ser mãe?
AIA: Era um sonho desde pequena. Sempre quis ser Mãe. Sempre disse que podia acontecer-me muita coisa na vida mas se não pudesse ter filhos biológicos seria muito infeliz. Sei que podem estar a julgar-me nesta altura porque há sempre a questão da adoção, sempre ouvi dizer que se ama da mesma forma mas era uma cena minha. Até podia ter 5 filhos adotados mas gostava de ter, pelo menos, 1 biológico. Para mim ser Mãe é mimar, educar, acompanhar, estar presente o mais possível e brincar, brincar muito e gargalhar até não poder mais. É incluir os filhos na nossa vida e rotina enquanto casal, não o contrário.


5’Tastic Moms: A Ana tem 2 filhos lindos, as gravidezes foram planeadas? O que sentiu quando descobriu que estava grávida?
AIA: Super planeadas, ambas. Da Nô foi muito rápido. 1 ou 2 meses depois de começarmos a tentar engravidei, nem tivemos tempo para treinar muito (risos). Do Salvador já foi mais complicado. Começámos a tentar e não acontecia nada. Tentámos durante 1 ano e meio e, quando estávamos prestes a ir ao médico fazer exames para entender o que se passava, engravidei mas abortei 1 semana depois de descobrir que estava grávida. Foi um choque muito grande. Não entendia, enquanto mulher, o que podia estar a falhar. Sempre fui saudável, o Gil também, tinha sido tão fácil da 1ª vez e agora não. Foi um turbilhão de sentimentos, uma frustração, uma dor muito grande mas superámos tudo com muito apoio familiar, voltámos a tentar e, apesar de ter demorado quase 1 ano, conseguimos. Desistir estava fora de hipótese. Ponderámos adotar mas fomos brindados com o Baby S.

5’Tastic Moms: Alteraste a tua maneira de agir, enquanto mãe, do primeiro para o segundo filho? Se sim, em quê?
AIA: Sou muito descontraída por natureza, talvez até demais e 9 anos (a Nô tem 10 e o Salva 1) fazem muita diferença, esquecemos muita coisa. Não é bem como andar de bicicleta (dizem que sim, eu acho que não) mas o lado positivo é que encaramos tudo de uma forma ainda mais descontraída, mais despreocupada. Agora também tenho a Nô que nos ajuda imenso e participa em tudo. Não somos 2 Pais com 2 filhos pequenos, somos sim 2 Pais e 1 mana mais velha com um bebé. Somos 3 a cuidar de 1. No entanto, há uma coisa que noto que acontece, não sei se é fruto da idade mas tenho aproveitado muito mais o Salvador. Sempre fui muito de agarrar, de abraçar, de beijar, de snifar a Nô (Há lá coisa melhor do que cheirar os nossos filhos??) e agora com o Salva sou tudo isso a triplicar! Se puder não o largo nunca, apetece-me estar sempre com ele, namoro ainda mais com ele mas, como já tinha dito, acho que isso tem a ver com a maturidade. Tinha 27 anos quando fui Mãe pela 1ª vez, agora estou a caminhar para os 40. (Credo! Vou só ali deprimir-me e já volto)

5’Tastic Moms: Quais são os seus maiores receios/medos como mãe? E como mulher?
AIA: Tenho uma pedra no sapato sempre: a morte. Tenho pavor de morrer e eles ficarem sem mim, tenho medo que lhes aconteça alguma coisa a eles. Tento relativizar mas vivo aterrorizada com isso. Esse é o meu maior medo. O maior susto que apanhei foi quando ele esteve internado com uma infeção urinária, nem 1 mês tinha ainda. Pensei que me dava uma coisinha má. Depois, como é óbvio, tenho muito medo que não sejam boas pessoas, íntegros porque a verdade é que os educamos mas a partir de uma certa altura eles seguem o seu próprio caminho e tenho medo que se desviem daquilo que acho que é o caminho certo. Tenho medo que não sejam felizes. Façam o que fizerem na vida têm de ser felizes, é a alavanca para tudo. E educados. Pessoas mal educadas tiram-me do sério.


5’Tastic Moms: Que tipo de mãe é a Ana?
AIA: É tão difícil responder a isso, já me perguntaram várias vezes e não sei bem o que responder. Não é uma questão de tentar ser modesta é porque não sei mesmo. Eu sou eu, sou a Arrojinha independentemente de ser Mãe ou não. Sempre fui assim, sempre fui a mesma com ou sem a exposição pública que o meu trabalho implica. Mantenho os meus amigos de infância e adolescência, continuam a ser os meus melhores amigos, por exemplo. Sei que há quem defenda que Mãe não é, nem tem de ser, a melhor amiga dos filhos. Lamento mas não concordo nada com isso. Também não faço questão de ser “A” melhor amiga da minha filha (falo mais nela porque o Salva ainda é bebé e o tipo de relação que tenho com a Nô ainda não tenho com ele) mas faço questão, isso sim, de ser amiga para além de Mãe porque eu sou assim, é a minha forma de estar na vida e não há ninguém que a ame mais do que eu e o Pai. O melhor elogio que me podem dar, enquanto Mãe, é “Vocês parecem duas irmãs que se dão muito bem!” e eu adoro isso, ouvimos isso constantemente. Acho que é possível educar e ser amiga ao mesmo tempo. Também digo que não, também ralho (pouco, é verdade), ela também fica zangada comigo de vez em quando porque não a deixo fazer alguma coisa mas somos muito amigas. Às vezes olho para ela e sim, sinto uma ligação muito particular com ela, é a minha grande companheira, divertimo-nos juntas como amigas o que não anula o meu papel de Mãe. Quando está doente lá está a Mãe para apoiar e dar miminhos, quando tem dúvidas nos trabalhos de casa lá está a Mãe para ajudar, quando tem fome lá está a Mãe para fazer a comidinha de que ela gosta. Acho que é preciso, acima de tudo, uma boa dose de bom senso. Não ser demasiado rígida nem demasiado permissiva. Desculpem mas não consigo definir a nossa relação enquanto Mãe e Filha, é demasiado nossa.

Em relação aos dois, deixo-os cair para aprenderem a levantar-se, deixo-os brincar, experimentar, sujar-se e expressarem-se sem terem medos ou vergonhas. Isso é tão importante quando estamos a formar “pessoínhas” que serão os nossos adultos no futuro. Ajudá-los e incentivá-los a terem confiança neles próprios.

5’Tastic Moms: Quais são as suas rotinas diárias enquanto mãe e mulher?
AIA: Neste momento a minha vida está um caos. Mesmo. Tratar dos miúdos, dos 2 cães, da casa e do marido (risos). A sério, há uns meses achei que dava em doida. Pela primeira vez na vida tive de contratar uma empregada para me ajudar 1 vez por semana com a limpeza da casa e é uma grande ajuda, realmente. Sempre achei que não precisava de mais ninguém mas nunca mais me esqueço de uma frase que a pediatra dos meus filhos me disse, tinha o Salvador apenas 3 semanas: “Ana, meta na cabeça que não é uma Super Mulher. Não há Super Mulheres.” Aquilo bateu forte cá dentro. A partir daí deixei de exigir tanto de mim. Não sou pessoa de me maquilhar, de me arranjar demasiado nem ter rotinas de beleza. Óbvio que gosto de hidratar a pele, passar um rímel nas pestanas e usar um anti-olheiras. Isso sim, imprescindível! Tem de ser. Não saio de casa sem isso. Desodorizante e perfume. De resto, é o mais confortável possível, cabelo apanhado e ténis. Gloss, que é uma coisa que adoooooro nos lábios, deixei de usar desde que fui Mãe. É raro usar. Preciso de beijar os meus filhos constantemente e não quero que andem todos pegajosos e cheios de glitter por todo o lado (risos).

5’Tastic Moms: A Ana é um Comunicadora, Animadora de Rádio, DJ, Blogger e mais… Como consegue conciliar todos os seus projetos, se o dia só tem 24horas, e ainda ser mãe?
AIA: O nosso dia começa sempre às 7.30h, deixar a Nô na escola às 8.30h, a seguir o Salva nos avós e depois ir trabalhar, tendo em conta que moramos na Margem sul e trabalhamos em Lisboa durante a semana e percorremos o País de Norte a Sul ao fim-de-semana. A Nô pratica ginástica acrobática e patinagem artística, tem explicação de matemática, eu e o Gil temos todos os nossos trabalhos e o que nos vale é o apoio familiar. Tentamos sempre ser nós a acompanhar a Nô nas atividades extra mas nem sempre dá e os meus Pais têm sido (sempre foram) fundamentais. Os Avós foram uma grande invenção! São eles o nosso principal apoio com toda esta logística que é complicada, não é pêra doce. Neste momento faço emissão na Comercial das 22h à 01h, por isso o meu dia nunca acaba antes das 2h, 3h da manhã. Ao fim-de-semana temos tido, felizmente, muito trabalho como DJS e, quando não são discotecas, a Nô já pode acompanhar-nos, o que é muito fixe, ela adora. Só não anda connosco quando não pode mesmo por ser tão pequena. Temos muito pouco livre mas é um investimento a longo prazo e adoramos o que fazemos. Acabo é sempre por deixar o blog e o canal de youtube para 2º plano porque, não faço disso um negócio, são dois hobbies que me dão prazer mas para os quais não tenho quase tempo nenhum, a verdade é essa. Prefiro deixar a casa desarrumada, loiça por lavar e coisas por fazer para poder adormecê-los e estar mais um bocadinho com eles porque isto passa tudo demasiado rápido. Como costumo dizer #quisestepinaragoraaguenta

5’Tastic Moms: Se pudesse deixar um conselho que quem foi mãe há pouco tempo, qual seria?
AIA: Relaxem e não levem a peito as críticas de quem está à vossa volta nem dêem tanta importância às opiniões de quem acha que sabe sempre mais do que vocês. As Mães somos nós, porra! Não é? Chill out and enjoy the moment. Relativizem tudo. Vocês é que são as Mães, os filhos são vossos, o resto interessa pouco. Não vivam em função da opinião e experiência dos outros. Cada um é como cada qual, que é uma expressão que adoro.

5’Tastic Moms: Qual é o papel do Francisco na educação da Leonor e do Salvador?
AIA: Fundamental! Não falei muito nele porque a entrevista é sobre as Mães, certo? Mas a verdade é que não vivo sem ele nem conseguia fazer metade do que faço sem ele. Temos uma forma muito particular de viver. Horários tardios e desfasados, refeições fora de horas, muito poucas regras e uma dose gigante de amor, compreensão e bom humor. Encaramos tudo isto sempre com muito humor porque é assim que tem de ser. É o meu companheiro de uma vida, o meu parceiro, o Pai dos meus filhos. E tem uma paciência de santo, é o meu equilíbrio. Eu sou muito enérgica, pêlo na venta, destemida, distraída enquanto que ele é super calmo e observador, muito mais racional. Não me imaginava a viver ou a ter filhos com outra pessoa. Não sabemos o dia de amanhã mas sinto que o Universo nos juntou. A minha Mãe sempre disse que só se estragava uma casa, lol!!!! A verdade é que estamos juntos há 18 anos e, até agora, tem corrido tudo bem.

5’Tastic Moms: Que situação já a levou a dizer ou a pensar “Porque o filho é meu, porra!”?
AIA: Tantas... mas aquela mania de dizerem “Ai coitadinho do menino que tem os pezinhos frios!” Epah não! Os bebés têm sempre as extremidades do corpo mais frias, no caso dos meus filhos, quando os pés ou as mãos estão quentinhos é porque estão com sono. Não gosto de ver as crianças todas enchouriçadas, cheias de roupa, meias, collants, uma camisola interior, mais outra por cima e um casaco e mais sei lá o quê. O meus filhos sempre andaram descalços o mais possível, até porque segundo a pediatra deles, os pés têm sim de respirar e os bebés têm de ganhar defesas. Se estiverem sempre todos tapados, num dia em que estejam um bocadinho mais à vontade têm mais probabilidade de ficarem doentes. Isso é o que me tira mais do sério, a preocupação constante em tapar e proteger os miúdos. Menos. Porque os filhos são meus, porra!! (risos) Adoro esta expressão, vou passar a usar, eheheheh!!!

5’Tastic Moms: Os meus filhos são… (termine a frase)
AIA: Os meus filhos são... felizes e doidos. Como os Pais.


Obrigada Arrojinha pelo seu testemunho.



Obrigada eu Inês, um beijinho arrojado*